Como montar um food truck

Apresentação

Aviso: Antes de conhecer este negócio, vale ressaltar que os tópicos a seguir não fazem parte de um Plano de Negócio e sim do perfil do ambiente no qual o empreendedor irá vislumbrar uma oportunidade de negócio como a descrita a seguir. O objetivo de todos os tópicos a seguir é desmistificar e dar uma visão geral de como um negócio se posiciona no mercado. Quais as variáveis que mais afetam este tipo de negócio? Como se comportam essas variáveis de mercado? Como levantar as informações necessárias para se tomar a iniciativa de empreender?

Os Food Trucks, como são conhecidos os veículos estilizados e adaptados para produzir e servir refeições nas ruas, tornaram-se uma opção de negócio para quem pensa em investir no mercado da alimentação e gastronomia no Brasil.

O termo “Food Truck” e a forma como os alimentos são comercializados nesta modalidade foi importado dos Estados Unidos. A história do Food Truck começa há muito tempo atrás, por volta de 1860. Segundo referências, em 1866, no Texas, USA, Charles Goodnight já transportava alimentos e utensílios, em um caminhão militar adaptado, para servir refeições a tocadores de rebanho que viajavam por milhas para manejar o gado.

Com o passar dos anos, outras alternativas para servir alimentos de forma itinerante foram sendo desenvolvidas. Carrinhos de churros, pipoca e cachorro quente, operados por ambulantes em regiões de grande movimento de pessoas são hoje parte da paisagem urbana.

Embora o comércio ambulante de comida de rua não seja um conceito novo, a modalidade “Food Truck”, como é conhecida atualmente, traz uma série de inovações para este mercado.

O estigma de comida barata, de baixa qualidade oferecida pelos Food Trucks começou a mudar na primeira década deste século, principalmente a partir da crise econômica de 2008 nos Estados Unidos.

A crise enfrentada por americanos e europeus levou muitos restaurantes a fecharem suas portas. Sem opção, alguns chefs investiram na velha modalidade de fazer comida na rua, agregando valor e oferecendo pratos requintados, de alta gastronomia, a um custo menor que praticado em um restaurante.

O mercado aceitou bem a ideia e logo grandes filas eram vistas ao redor dos Food Trucks na cidade de Nova York. Este boom atraiu a atenção de empreendedores ao redor do mundo e o conceito se espalhou tanto pela necessidade de vencer a crise, como pela oportunidade de negócio. Hoje, Food Trucks são encontrados nos principais centros urbanos, como Londres, Paris, Berlim e Tóquio, servindo comida étnica, local e gourmet, de qualidade, a um custo acessível.

Alguns empreendedores Brasileiros com acesso a estas cidades também gostaram da ideia e trouxeram o conceito para o Brasil. O movimento por aqui ganhou força no início de 2014.

Inicialmente, a cidade de São Paulo se destacou pelo pioneirismo nesse setor, com muitos empreendedores copiando o modelo de sucesso visto fora do país. A iniciativa se repetiu em outros estados e hoje os Food Trucks podem ser encontrados no Rio de Janeiro, Brasília, Curitiba, Porto Alegre, Salvador e Belo Horizonte entre outras cidades.

Para aumentar as chances de sucesso, o empreendedor deve realizar pesquisas de mercado e elaborar um plano de negócios. Para a construção deste plano, consulte o Sebrae mais próximo.

Quinze dicas para não errar no ponto de venda

Dicas importantes preparadas pelo Sebrae para evitar erros nos pontos de venda.

1 – Sucesso x Fracasso

Uma boa localização pode representar uma grande variação no volume de negócios e ser determinante entre o sucesso e o fracasso de um empreendimento.

2 – A importância do “P” de ponto

A questão da localização não pode ser dissociada dos outros componentes do marketing. Considerando os 4 PS, deve-se buscar a coerência entre o PONTO (localização), o PREÇO, o PRODUTO e a PROMOÇÃO. O P de Ponto tem caráter de vida longa, enquanto os outros “Pês” podem sofrer ajustes e serem reorientados de forma tática mais facilmente.

3 – Ponto ideal

O ponto ideal é o que fica mais próximo do seu público-alvo e que mais se ajusta à proposta do negócio. Uma loja que não atenda a essas características requer investimento de muito tempo e dinheiro para garantir a sua presença no mercado.

4 – No caminho do cliente

O bom ponto é aquele que fica no caminho do cliente”. É preciso analisar o traçado das ruas e avaliar se o trânsito é compatível com a atividade. Grandes avenidas com retornos e estacionamentos proibidos afastam o comprador. De modo geral, vias movimentadas adaptam-se às compras por impulso e as mais calmas à venda de produtos especializados.

5 – Facilidade de acesso

O sucesso também depende da facilidade de acesso. “Uma padaria, por exemplo, deve se instalar no sentido centro-bairro, para que as pessoas possam estacionar na volta para a casa”.

6 – Aspectos legais

No caso de imóveis usados é bom avaliar se a área permite a montagem de uma loja e se a reforma é viável do ponto de vista arquitetônico e financeiro. Procure informar-se detalhadamente sobre as limitações para a construção.

7 – Lojas em shopping

Lojas em shopping centers pedem uma análise do perfil do público, do mix de empresas e das exigências impostas pela administração. “Uma ótima ideia em local inadequado não vinga”.

8 – População – Considerem os seguintes itens

– Verificação da renda da população;
– Consumidores em potencial;
– Nível de hábitos e comportamento de compra;
– Locais onde são realizadas às compras
– Grau de fidelidade com estes locais
– Frequência
– Motivos que os levam até os locais
– Quais são os pontos fortes e fracos destes locais.

9 – Concorrência – Algumas explicações necessárias

– A concorrência, neste momento, deve ser avaliada em razão das suas estratégias de localização, isto é, deve ser entendida para onde tem sido geograficamente, a expansão, ou mesmo fechamento, das lojas dos seus principais concorrentes.

– Cabe destacar também que aquilo que às vezes parece “ser, mas que não é de fato. A proximidade de lojas com produtos semelhantes – concorrentes diretos – é benéfica para vários segmentos do varejo.
Exemplo em São Paulo:
– Rua da Consolação com comércio de luminárias;
– Rua Florêncio de Abreu com ferragens e ferramentas;
– Rua Santa Ifigênia com Material eletrônico;
– Rua 25 de março Comércio de tecidos;
– Rua São Caetano com Vestidos de noivas;
– Bairro dos Campos Elíseos com Comércio de autopeças.

10 – O Imóvel – Considere

– Indique a área ideal para sua loja em m2. ……………..
– O imóvel tem ………………… m2.
– Térreo é melhor que sobrado ou prédio.
– Fachada livre para ser explorado visualmente – sem postes, árvores, etc.
– Salão fácil de ser dividido para encaixe da planta de sua loja.
– Imóvel limpo, arejado, com pintura nova.
– Bem iluminado internamente.
– Não deve ser área considerada perigosa no período noturno.
– Com bom fluxo de pessoas em frente a loja.

11 – Projeto da loja

”O objetivo do projeto deve ser vender, não ganhar prêmios”.
Projetar uma loja implica na seleção de várias informações:
– área total;
– volume de mercadorias;
– apresentação;
– público-alvo;
– tipo de expositores;
– iluminação;
– espaços para circulação;
– acesso;
– vitrine.

12 – Pensar como investimento

Pense no projeto como um investimento e não apenas como mais uma despesa para embelezar o local. Escolha o projetista por sua experiência e não apenas por seus valores estéticos.

13 – Ser funcional

Um projeto deve ser funcional e atraente para provocar impacto da fachada ao interior do espaço. Funcionalidade se obtém com uma boa distribuição da área, respeitando-se a circulação do cliente e a exposição dos produtos. Enquanto o impacto visual é garantido pela decoração e coordenação dos elementos.

14 – Qualidade é fundamental

O critério na escolha dos materiais e da mão de obra refletirá na percepção da qualidade dos produtos vendidos. “Um bom design pode substituir detalhes rebuscados, mas mesmo as soluções mais simples precisam ser muito bem acabadas”, avisa o arquiteto José Humberto de Oliveira.

15 – Identificação com o público-alvo

O objetivo deve ser o de criar ambientes que estabeleçam uma identidade com o público-alvo. Ninguém escolhe uma loja por acaso. O consumidor vai à busca de um conceito e é isso que o projeto deve refletir.

Fonte: Sebrae Nacional